Ning das Gemas

Agora que a discussão para coletar o testemunho dos voluntários dos telecentros já está quente, vamos começar a coletar o testemunho dos voluntários da Gemas da Terra que moram fora das comunidades rurais. Tem muita gente que ficou conhecendo a Gemas da Terra e acabou se aproximando da gente e servindo como voluntário(a). Tem gente atuando como voluntário há anos. Outros vieram e partiram, mas continuam com a Gemas no coração.

Vamos falar aqui neste fórum sobre como resolvemos nos involver com a Gemas da Terra. Como foi ou como tem sido a experiência? Você teve oportunidade de visitar as comunidades? Voce fez amizades virtuais? O que te leva a ser voluntário da Gemas? O que te emociona mais quando voce fala da Gemas da Terra para um amigo ou amiga? Como o seu trabalho voluntário para a Gemas da Terra tem afetado a sua vida? Voce tem tido retorno do seu investimento? Você consquistou algo via Gemas da Terra que não teria sido possível se não tivesse atuado conosco?

Conte a sua história, porque eu também vou contar a minha. A nossa história vai empolgar outros para apoiar o projeto, seja via Internet ou visitando as comunidades. É aqui que começa a sua missão de e-vangelização, ou seja, ajudar a procurar outras Gemas Preciosas para juntarem ao nosso movimento de inclusão digital rural.

Contamos com você!

Marco

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Eu não apenas gosto, eu amo a Gemas da Terra. A Gemas da Terra foi uma das coisas mais lindas que aconteceu e vem acontecendo na minha vinda. É um projeto que me empolga e me emociona mais a cada dia que passa. Eu sinto que é uma missão que Deus colocou no meu caminho, pois tudo aconteceu tão naturalmente. Até o nome do projeto, que nasceu de uma discussão entre 4 pessoas e que a cada dia vem se mostrando cada vez mais correto. O nome capturou bem o espírito da nossa visão lá no início de tudo em Outubro de 2001, quando visitei a fazenda do Cafundó, em Rodeador, com meu primo Fernando Guedes. Quando vi que Rodeador tinha uma sala de computadores e não tinha Internet, vi que o melhor estava faltando. Já decidido a me dedicar a um projeto de base pois estava cansado das conversas sem resultado que ouvia em Brasilia e na ONU, mudei para São Gonçalo do Rio das Pedras no início de 2002, para aprender mobilização social com o Martin Khune e a turma da Funivale e ali mesmo germinar o projeto de telecentros rurais, que eventualmente veio a se chamar Gemas da Terra.

A paixão pelo projeto é tão grande que até exagero na minha dedicação ao mesmo. Foi só depois que gastei todas as mihas economias para ajudar a construir o projeto, que resolvi voltar para o meu trabalho de pesquisa na NASA. A minha esposa Carolina, que me acompanha desde o início do projeto, quando começamos a namorar, teve que me implorar várias vezes até eu entender que precisava voltar ao trabalho remunerado. Com o nascimento da Gabriela, o tempo para voluntariar ficou mais escasso, mas Deus ajudou enviando outras almas boas para ajudar no projeto. O trabalho voluntário é uma realização continua da missão Cristã. Eu tive que desenvolver a minha paciência como nunca antes. Quem ajuda, ajuda quando e como quer. O trabalho do coordenador de voluntários é como tentar juntar um punhado de gatos e levá-los numa direção única. É muito mais difícil do que dirigir um projeto de pesquisa na NASA, com pesquisadores super inteligentes e muito bem pagos. Mas é exatamente este desafio que me empolga a continuar no projeto.

Os resultados são mais interessantes ainda, pois na maioria das vezes eles são imprevisiveis. Eu entrei nessa caminhada simplesmente com uma visão e minha fé Cristã. o resto foi acontecendo. A gente fez planos que não sairam do papel. Aconteceu coisa que não foi planejada. Por exemplo, ao retornar aos Estados Unidos eu fiz uma palestra sobre a Gemas da Terra para meus colegas do Departamento de Computação do Loyola College. Dali nasceu a idéia de criar o Centro de Informática Comunitária, para desenvolver tecnologias de telecentros, outro projeto que também engatinha pois é pioneiro na área acadêmica. A surpresa maior veio quando o Loyola me indicou e fui um dos 9 selecionados entre cerca de 400 pessoas indicadas por 134 universidades americanas para fazer um discurso no Congresso Americano sobre seu trabalho filantrópico. Como eu poderia imaginar honra maior? Atingir tal objetivo mesmo como pesquisador da NASA seria quase impossível. E eu só fiquei sabendo que havia sido escolhido alguns dias antes do evento e escrevi o meu discurso à meia noite anterior ao mesmo, que aconteceu numa linda manhã de primavera na Sala dos Membros do Congresso na Biblioteca do Congresso Americano, com certeza um dos lugares mais lindos que já visitei na vida. Depois de ouvir lindos discursos de deputados, doutores e mestres escolhidos para discursar, eu fiquei até nervoso diante de uma audiência tão distinta e de gente tão bem sucedida em seus empreendimentos.Lendo de um papel que rabisquei meu discurso na noite anterior, depois de tomar uma cervejinha, comecei a imaginar que deveria ter me preparado melhor. Mas Graças a Deus, o discurso foi muito bem recebido com muitos aplausos e elogios. Nesse momento maravilhoso que vivi, e que durou poucas horas, sendo que o discurso em si durou menos de cinco minutos, é simplesmente indiscritivel a emoção e a honra que senti naquele momento de ter colocado tantas horas e tantos recursos pessoais para contruir a Gemas da Terra. Um presente de aniversário totalmente inesperado, pois o evento aconteceu no dia 24 de abril de 2008, e meu aniversário foi no dia 25. Eu não preciso de falar mais nada para mostrar o quanto a Gemas da Terra é um projeto bem sucedido para mim e que o retorno de meu investimento já foi pago milhares de vezes mais, e que daquele dia em diante, tudo que vivo com a Gemas é mais lucro que se acumula na minha caderneta de poupança na eternidade.

Mas os resultados que me emocionam mais ainda são os que acontecem nas comunidades. Estes dão até arrepio quando falo e muitos estão sendo documentados no nosso fórum que coleta testemunhos do impacto dos telecentros nas vidas das pessoas das comunidades. Por exemplo, o caso do Silvestre, voluntário do telecentro de São Gonçalo do Rio das Pedras que passou no vestibular de Sistemas de Informação da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Ou o caso da Eva e de várias outras pessoas de Tombadouro que estão fazendo cursos superior via Internet, no telecentro. Estas são provas concretas e diretas que o nosso trabalho tem gerado frutos maravilhosos nas comunidades. Em 2006, quando fiz uma visita a São Gonçalo do Rio das Pedras e reunimos os voluntários e a comunidade para falar do projeto, o meu amigo de caminhadas e cachoeiras, Joel Otoni, falou em tom poético: "Marco, quando voce chegou aqui falando de Internet, todo mundo achava voce um louco, mas tudo bem, porque voce trabalha na NASA e tem direito de ser louco. Mas ai voce trouxe o telecentro e hoje eu faço um curso universitário, via Internet, para aprimorar o meu pesque-pague. Eu posso dizer para voce que o telecentro é como o ar que a gente respira, nós não conseguimos viver sem ele." Ouvir isso de um amigo é uma grande realização.

Eu poderia gastar horas escrevendo sobre cada experiência mais bonita que a outra. Por exemplo, tem os artigos de pesquisa sobre os telecentros que publicamos em conferências internacionais e que foram parar em livro publicado na India. Tem as estrevistas e videos feitos pela mídia brasileira sobre o nosso projeto, como o artigo recente na capa da revista A Rede.

Mas o que importa no final é o amor que a gente tem pela causa que escolhemos defender. e o meu amor pela Gemas da Terra é inquestionável.
Bem, eu sempre fui meio ativista de inclusão digital e conheci o Marco Figueiredo através de uma entrevista que ele fez ao Phill Shapiro que foi divulgada na lista mundial de inclusão digital Digital Divide Network... Ao ouvir a entrevista, vi que era uma iniciativa brasileira que eu já tinha ouvido falar. Visitei o site, fiquei encantada com os videoblogs e entrei em contato com o Marco Figueiredo. A partir daí me tornei voluntária da ong.

O momento mais marcante, foi quando visitei as comunidades de São Gonçalo do Rio das Pedras, Milho Verde e Tombadouro, onde fui recebida com muito carinho por todos. Ir para estas comunidades foi uma verdadeira aventura e mudança de paradigma, pois não é fácil chegar aos locais. Tinha preocupações do tipo como vou chegar na casa da Eva se não tem endereço de rua ou número da casa e ela falou que era só dizer o nome dela ou do pai dela que o motorista do ônibus me deixaria na porta da casa dela... E se desse errado, como iria fazer sem telefone de ninguém? Mas ainda bem, deu tudo certo e foi mais fácil do que eu imaginava.

Depois, o Marco me convidou para participar de um evento de inclusão digital promovido pelo Ibict. Eu fui ao evento e depois dei uma palestra no local sobre o Gemas da Terra. Fiquei contente, pois estava desempregada e eles gostaram da minha palestra e acabaram me contratando por causa disso. Depois teve o contato interessantíssimo com a Rossana Moura do Ministério do Desenvolvimento Agrário e uma reunião que fizemos em Brasília junto com o Paulo Kluber...

Contudo, o que mais gostei foi da experiëncia de escrever um artigo científico sobre o Gemas junto com o Marco, com o Mauro e a Paola. Isso foi bem especial, pois foi o meu primeiro artigo em inglês...

O Gemas é um projeto que eu tenho um carinho especial e que considero a minha tribo na inclusão digital, por ser um grupo de pessoas espiritualizadas que acreditam no mesmo ideal.

Admiro muito o trabalho voluntário talentoso de pessoas como a Eva de Tombadouro e a Marcia de São Gonçalo do Rio das Pedras e do Mauro Camara em BH... entre outros.

Enfim, gosto do Gemas porque tem tudo a ver com a minha filosofia de vida. Comecei encantada com os videoblogs, e hoje atuo ajudando nas demandas de Brasília da ong ou como pesquisadora.

Beijos,
Ana Maria Albuquerque.
Gema. Se você buscar no dicionário Aurélio você vai encontrar várias definições. Dentre elas, a que mais faz sentido nesse momento é: "Aquilo que, brotando de um tecido, ou de um órgão, pode originar um novo indivíduo".

Foi exatamente isso que aconteceu quando tive a felicidade de conhecer o Gemas da Terra.

Durante um período de incertezas que se vive quando você está no processo de pesquisa do mestrado, tive a oportunidade, em uma pesquisa, de encontrar uma referência dos Gemas sobre o assunto que era abordado na aula.

Ao encontrar o logo do Gemas na página da Internet, senti que ali tinha um algo mais. Só o logo já transmitia uma transformaçao de conceito, pois unia o rústico ao moderno, o precário ao poder da informação adquirida.

O Gemas da Terra me permitiu conhecer pessoas simples, humildes, mas com muita força de vontade, esperança e integridade.

A Rede tem força. A Rede transforma. Assim como vem transformando a realidade de vida de algumas pessoas, transformou também a minha.

Foi a partir do Gemas que conclui meu mestrado e nele, pude construir uma rede de relacionamentos no meio acadêmico que me deu condições de retomar minha vida profissional, por outros caminhos.

Agora como Professor, tenho oportunidade de desenvolver um trabaho de compartilhamento do conhecimento adquirido por todos esses anos de vida profissional, sempre lembrando das pessoas com quem convivi em minhas visitas ao projeto piloto: São gonçalo, Milo Verde, Tombadouro, Conselheiro Mata e Rodeador.

São nomes que não existiam no meu mapa até pouco tempo. Hoje se transformaram em capital.

Sempre que posso falo do Gemas. Algumas pessoas me procuram por causa do Gemas.

Gostaria muito de ver esse nome espalhado pelo país, na certeza de que alguma transformação ele continua a provocar. Pois acredito no projeto, defendo e divulgo porque acredito que um dia eu também possa colocar uma gema em outras pessoas.

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